quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Snow Leopard tem novos drivers de impressão

A Apple disponibilizou para download dois pacotes com os últimos drivers para o Snow Leopard das impressoras Epson e Lexmark.

Os drivers para os equipamentos Lexmark v2.2 para Mac OS X v10.6 têm 121 MB e trazem os últimos softwares para compatibilidade com o a última versão do sistema operacional da Apple.

Também está disponível o pacote com os drivers Epson v2.2 para Mac OS X v10.6.1 que ocupa 546 MB. Ele inclui um software de digitalização e é voltado para usuários do Mac OS X 10.6.1 ou superior.

A Apple divulgou uma lista com todos os modelos de impressoras Lexmark e Epson que exigem a atualização de seus drivers.

Sped entra em nova fase em 2010

O Sistema Público de Escrituração Digital (Sped), criado pelo governo brasileiro para combater a sonegação fiscal e tornar o relacionamento com o fisco mais eficiente, entra em nova fase no próximo ano. A previsão é que até o final de 2010, todas as empresas sujeitas à tributação do Imposto de Renda com base no lucro real deverão substituir os livros fiscais em papel pelo modelo eletrônico.

As estimativas de especialistas são de que aproximadamente 120 mil companhias de diversos segmentos tenham que se adaptar ao sistema digital. Elas precisarão enviar mensalmente para o fisco apurações fiscais e as informações contábeis do ano. Os cronogramas estão sendo liberados pelos Estados com enquadramento de empresas que recolhem ICMS e IPI.

Criado pelo decreto 6.022 de janeiro de 2007, o Sped faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2007-2010) para informatização da relação entre o fisco e os contribuintes. Pelo sistema, a fiscalização das obrigações acessórias passa a ser feita de forma eletrônica e em tempo real.

O sistema é composto por três grandes subprojetos: Escrituração Contábil Digital (Sped Contábil), Escrituração Fiscal Digital Fiscal (Sped Fiscal) que substituem os livros Diário e Razão; e Nota Fiscal Eletrônica (NF-e). Com o acompanhamento desses três em tempo real, o Fisco tem como consolidar dados e cruzar informações sobre a arrecadação tributária.

Para que as empresas tenham tempo de se enquadrar no novo modelo, o governo estabeleceu um cronograma. A primeira fase começou este ano com um número restrito de 8 mil companhias de grande porte acompanhadas pela Receita Federal. Primeiro elas entregaram em 30 de junho o SPED Contábil com arquivos referentes ao exercício de 2008. Em 30 de setembro, apresentaram o Sped Fiscal com informações da apuração dos impostos do período de janeiro a agosto de 2009.

“As estimativas são de que 120 mil empresas sejam obrigadas a aderir ao SPED em 2010”, afirma o diretor-geral da empresa NFe do Brasil, Marco Antonio Zanini. A companhia é especializada em soluções para esta área. Entre este número, o especialista afirma que há pequenos e médios negócios. Pelo menos outras 500 mil de diversos setores também terão de emitir a NF-e.

Integração
Esse grande contingente vai exigir um esforço maior dos contadores e das áreas de TI, que precisarão preparar suas bases de dados para a emissão dos livros digitais que terão de ser apurados a partir de janeiro de 2010. Haverá a necessidade de integração e interligação de todos os setores dentro da empresa, de ajustes dos processos internos para implantar o novo modelo de gestão.

Os que usam sistemas de gestão empresarial (ERPs) precisarão recorrer aos fornecedores para adequá-los às novas exigências ou pedir ajuda para uma consultoria. Todos precisarão investir em certificados digitais, que é uma exigência do Fisco tanto para envio NF-e quanto do Sped.

Na Totvs, o vice-presidente da área de gestão de desenvolvimento de software, Wilson de Godoy, afirma que a empresa reforçou o time para dar suporte aos clientes que vão aderir ao Sped. Sua estimativa é que dos 24 mil clientes da companhia, pelo menos 8 mil terão de apresentar os livros digitais até o final de 2010.

Segundo o executivo, os pacotes de ERP do grupo já estão preparados com os componentes para atender ao novo modelo, desde que os usuários façam a atualização sem custos. A empresa montou uma equipe com 40 pessoas para atender tanto aos que precisarão entregar livros fiscais digitais quanto os que vão emitir pela primeira vez a NF-e.

Além de oferecer soluções para os dois casos integradas ao ERP da marca, Godoy informa que a Totvs tem um modelo terceirização. Entretanto, o executivo recomenda que as empresas comecem a se preparar para as mudanças com antecedência. Segundo ele, a primeira vez vai doer por causa do trabalho que as companhias terão para preparar as bases de dados.

Atualizações com as adequações para implantação do Sped também estão sendo liberadas pela SAP, para os usuários do ERP da empresa. O gerente de localização e novas soluções da SAP América Latina, Bruno Ogusuko, informa que os arquivos já estão pré-definidos com as exigências do governo e que estão sendo fornecidos sem custo para os clientes. A produtora de software de gestão empresarial também tem uma equipe para dar suporte nessa área aos clientes.

Zanini da NFe Brasil, destaca que as informações que serão enviadas ao Fisco são muito abrangentes e que precisam ser consistentes. Ele explica que é preciso ter NF-e para depois ir para o Sped. "É incoerente ter nota em papel com livros fiscais digitais".

Automação da entrada da NF-e

Como em 2010, aumenta também o número de empresas que serão obrigadas a emitir a NF-e, a SAP promete para o primeiro trimestre a solução SAP NFE 10.0. Trata-se de uma solução para automação das notas fiscais eletrônicas no processo de entrada no cliente. A empresa já tinha uma versão para administrar a saída da documentação.

Ogusuko explica que a vantagem do componente é que o comprador pode conferir a nota fiscal antes do despacho. Ele recebe um documento eletrônico XML por e-mail para checagem das informações de seu pedido antes do caminhão sair do fornecedor. Se tiver algo errado, é possível corrigir os dados e até fazer trocas de produtos. Assim é possível evitar a devolução de mercadoria, o que agiliza a entrega e reduz gastos com transporte.

Microsoft e UE resolvem disputa de navegadores

Os especialistas noruegueses em navegadores da Opera levaram suas insatisfações à Comissão Europeia, braço jurídico da União Europeia, em dezembro de 2007. A decisão final do órgão, emitida ontem, significa que Opera, Firefox, Google Chrome e Apple Safari podem, com apenas um clique, ser definidos como navegadores padrão durante a instalação do Windows. Outros navegadores, majoritariamente livres, também podem ser escolhidos como padrão por meio de um outro diálogo.

Desde as últimas propostas concretas em outubro, apenas alguns pequenos detalhes sofreram alterações: a escolha do navegador não será mais apresentada numa janela tradicional do Internet Explorer, mas num diálogo mais neutro, e a lista dos navegadores não mais será exibida em ordem alfabética, mas aleatória.

As regras serão efetivadas na UE e outros países a partir do meio de março de 2010. Esse prazo dá à Microsoft algum tempo para alterar seus sistemas operacionais. A lista de navegadores alternativos será mantida atualizada, segundo um relatório da Comissão (link em inglês).

Telefones sem fio residenciais e outros eletrônicos passarão por teste de radiação

A partir deste mês, telefones sem fio residenciais, roteadores e MP3 players passarão pelo teste de absorção de energia —conhecido com SAR— antes de irem para o mercado. O teste mede o índice de exposição à radiofrequência de aparelhos eletrônicos, principalmente celulares.

De acordo com a Anatel, esses aparelhos até hoje não precisavam passar pelo teste de absorção de energia (SAR), mas este mês passou a valer uma nova resolução que estabelece que todo emissor de radiação eletromagnética entre 300 MHz e 6000 MHz que fique até 20 cm de distância do corpo deve passar pela verificação. "Como a maioria desses telefones é fabricada por multinacionais, acredito que já estejam dentro da norma de até 2 watts/kg, mas vamos exigir isso a partir de agora para a certificação", afirma Itamar Barreto Paes, gerente de Certificação da Anatel.

O professor Hugo Enrique Hernandez Figueroa, da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação da Unicamp faz um alerta sobre a radiação eletromagnética advinda dos telefones sem fios residenciais de potência muito alta. "O alcance de certos modelos chega a 10 km. Minha recomendação é que eles também sejam usados com extrema parcimônia, pois alguns trabalham com potências muito maiores às dos celulares", diz.

Celulares

Até agora, apenas os celulares passavam pelos testes. Neste ano, pesquisadores da Unicamp e do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD) desenvolveram o primeiro software nacional para analisar a taxa de absorção de energia pelo corpo ao ultizarem o celular. O nível não pode ser superior a 2 watts/kg.

Por trás do programa estão dois anos de estudos intensos e cálculos complicados. Para dizer se o celular está em conformidade com a norma da Anatel, o software simula o aumento de temperatura causado pelo aparelho telefônico em uma cabeça-padrão de adulto.

Como ainda pouco se sabe sobre os efeitos de longo prazo do uso de celulares, os cientistas analisam a influência da radiação eletromagnética no corpo de uma forma bastante objetiva: pelo aumento da temperatura da região.

Para se ter uma idéia, após uma hora de uso do celular colado à orelha há um aumento de mais ou menos 1ºC. Hipoteticamente, após três horas ao telefone, a temperatura na cabeça de uma pessoa normal subiria para 39ºC. "Não é difícil imaginar um quadro de dor de cabeça e mal-estar causado por esse superaquecimento", conta Hugo Enrique Hernandez Figueroa, professor da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação da Unicamp que coordenou as pesquisas do novo software.

Figueroa sugere como margem segura ligações de até 15 minutos. "Se mantiver o telefone distante apenas dois centímetros da orelha, isso já proporciona uma queda drástica do efeito da radiação sobre o corpo e esse efeito é nulo se utilizarmos o telefone no viva voz ou com fones de ouvido", recomenda.

O que é SAR?

O limite de 2 watts/kg da SAR foi estabelecida pela Anatel seguindo normas mundiais e, de acordo com experimentos da bióloga e geneticista do Laboratório de Citogenética e Cultivo Celular do Hospital da Mulher da Unicamp, Juliana Heirich, é uma margem segura. "Nas nossas pesquisas desenvolvemos uma fonte que produzia um tipo similar de campo eletromagnético e observamos que o nível de radiação só causou danos nos cromossomos quando a radiação atingiu aproximadamente 20 watts/kg (dez vezes mais)", diz.
Pelos testes realizados, todos os celulares estavam cerca de 40% abaixo do limite, variando entre 1,5 e 1,6 watts/kg.

Mesmo assim, a geneticista faz uma ressalva. "Muito pouco se sabe, entretanto, sobre a questão cumulativa dessa radiação ao longo de muitos anos. A melhor saída, portanto, é a atitude preventiva", diz.

Asustek planeja robô educacional para crianças

A Asustek Computer anuncia planos para desenvolver um robô educacional para crianças, o EeeBot, além de softwares e serviços como parte de alguns projetos tecnológicos patrocinados pelo governo de Taiwan.

O objetivo é construir um robô com preço acessível e que possa interagir com as crianças, segundo a descrição do projeto. Tanto o hardware quanto o software do Eeebot serão desenvolvidos pela Asustek.

O projeto do Eeebot foca a produção de conteúdo e serviços relacionados ao robô para reduzir o preço do hardware e torná-lo mais acessível às famílias. As tecnologias do projeto incluem interação entre robôs e humanos (HRI, em inglês), incluindo tecnologias visual e de voz, além de sistemas de posicionamento e navegação.

Após a fase de planejamento, a Asustek estima que levará cerca de dois anos para dar início aos testes de produção.

Tecnologia HSPA+ sobe de 21 Mbps para 42 Mbps a velocidade de redes 3G

A Ericsson apresentou parte de uma tecnologia que elevará as velocidades em redes 3G a até 42Mbps. No entanto, a empresa ainda terá de fazer muito esforço para que a solução possa ser lançada. A tecnologia em questão é uma evolução da High-Speed Packet Access (HSPA), também conhecida como HSPA+.

>> Leia mais sobre o assunto na reportagem de Computerworld.

Conheça os cinco piores problemas da Internet

Neste final de 2009, Ezequias Sena, presidente da Online Brasil, empresa de estratégias em tecnologias e negócios faz uma análise do impacto da Internet na vida das empresas e seus colaboradores, sugerindo medidas que devem ser tomadas em 2010. Ele destaca cinco questões, que em sua opinião, são altamente impactantes e precisam ser analisadas para que medidas adequadas sejam colocadas em prática, a fim de se evitar mais problemas com a Criminalidade Virtual. Confira o que pensa o executivo.

Spam contaminado. “Quando se pensava que o recebimento de spams já havia atingido um nível máximo, a situação se mostrou ainda pior. Com a recessão, multiplicaram-se os oportunistas explorando a ilegalidade através da venda de listagens de e-mails. E, para piorar ainda mais, grande parte contém algum tipo de malware. Isso exigirá não só reforços na segurança das redes, mas medidas regulatórias e jurídicas mais rígidas.”

Fim da segurança absoluta nas redes sociais. “Se antes as pessoas se sentiam despreocupadas enquanto acessavam as redes sociais, este ano alguns escândalos envolvendo redes mundialmente conhecidas provaram que ninguém mais, no ambiente virtual, está seguro a ponto de se descuidar. Certamente, essas empresas já estão tomando medidas para que a ação de criminosos não comprometa essa tendência que veio para ficar.”

Malware ‘para viagem’. “Até bem pouco tempo atrás, era preciso deter um grau elevado de conhecimento técnico em programação para criar um malware. Entretanto, hoje em dia basta ter habilidade para encontrar kits praticamente prontos. Os efeitos podem ser tão devastadores para os negócios, que é como se alguém jogasse uma bomba na empresa. Só este ano, vários malware foram detonados via e-mail, disfarçados de notícias sobre a Gripe A, a morte de Michael Jackson, brigas nos bastidores do Campeonato Brasileiro de Futebol, entre outros. A prevenção ainda é a melhor forma de combate, e passa pelo franco diálogo entre a empresa e seus colaboradores.”

Aumento de crimes virtuais. “Esse assunto tem mobilizado a indústria de TI e as autoridades, que buscam soluções, medidas de prevenção e punição mais efetivas. Apesar dos grandes passos que vêm sendo dados, a ameaça já se espalha para a telefonia móvel, exigindo reforço na segurança das redes. Nos Estados Unidos, por exemplo, há quem já esteja preocupado com a segurança virtual das urnas eletrônicas, inclusive.”

Abuso de imagem. “Este ano houve um aumento relevante do uso da internet para divulgação de imagens e vídeos. Entretanto, se por um lado essa pode ser uma grande notícia, como para aqueles que já podem ter acesso ao resultado de um diagnóstico por imagem sem precisar se deslocar até a clínica, para aqueles que tiveram suas imagens usadas de forma desonesta, abusiva e até criminosa, o avanço apenas mostrou que é preciso que se adotem medidas punitivas mais rígidas.”