quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Espanha tem planos de banda larga mais caros da Europa, diz CMT

A Espanha é o país com a banda larga mais cara entre os membros da União Europeia, de acordo com um relatório da Comissão do Mercado de Telecomunicações (CMT).

O relatório, que mostra uma comparação entre os preços de serviços de internet entre os 27 membros da União Europeia, mostra que a Espanha tem preços até 30,4% mais caros em planos de até 2 Megabits por segundo (Mbps). Planos com velocidade entre 2 e 10 Mbps são 6,3% mais caros e pacotes com mais de 10 Mbps têm preços 14,7% mais altos do que a média europeia.

Os planos mais procurados na Espanha são aqueles com velocidade entre 2 e 10 Mbps, que representam 70,3% do mercado e variam de 32,5 euros (cerca de 83 reais), na melhor oferta do mercado, para 58,5 euros (cerca de 150 reais) no plano mais caro. A melhores ofertas europeias são de 30,6 euros (cerca de 78 reais).

A diferença de preços no país fez com que consumidores procurassem operadoras alternativas. Entre janeiro e junho de 2009, a Telefonica teve 78.074 novos consumidores, contra 245.496 dos concorrentes.

Já em relação às velocidades superiores a 10 Mbps, a melhor oferta do mercado espanhol é de 35,8 euros (cerca de 91 reais), 14,7% superior à média da União Europeia (31,2 euros, ou cerca de 79 reais). O segmento representa 16,7% do total de banda larga no país.

Os planos de até 2 Mbps, que representam 13% do mercado europeu, custam, na melhor oferta, 36,8 euros (cerca de 94 reais), número 30,4% superior às melhores ofertas da Europa, que são de 28,2 euros (cerca de 72 reais).

O relatório da CMT também compara a Telefonica com outras operadoras europeias, como Deutsche Telekom, KPN BT, BT, Eircom e Telecom Italia. Os preços da operadora espanhola são os maiores em todos os segmentos.

Brasil

Segundo o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC), o Brasil possui um dos mais altos preços de banda larga do mundo. Em outubro, o serviço de 1 Mbps variava de 49,90 reais por mês a 249,90 reais. Além disso, as principais prestadoras exigem cobrança de uma assinatura mensal de serviço telefônico, que custa cerca de 40 reais, que é considerada ilegal pelo Código de Defesa do Consumidor.

No estudo Barômetro Cisco divulgado em outubro, o Brasil apareceu no 53º lugar entre 66 países em relação à qualidade e à distribuição de banda larga no País.

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