quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Por colaborador (Especial para a PC Magazine)

nteração. Essa é a marca da Web 2.0, evolução da internet que estimula o usuário a levantar discussões, sugerir comentários, compartilhar com outras pessoas conteúdos próprios ou relacionados a seus interesses. É uma verdadeira mudança de paradigmas e, especialmente para pequenos empreendedores, um grande desafio. A pergunta fundamental questiona como encaixar a empresa nesse cenário, utilizando as ferramentas digitais em prol da divulgação de suas iniciativas?

Analisando o cenário brasileiro, uma pesquisa recente realizada pelo SEBRAE indica que 98% das 5,1 milhões de empresas do Brasil se encaixam na categoria de micro e pequenas empresas e sua movimentação representa 20% do PIB nacional. Grande parte delas tem acesso às tecnologias, sendo celulares e computadores os dispositivos mais utilizados.

Cerca de 70% das MPEs tem acesso à internet, entretanto, a navegação ainda está restrita para o envio de e-mails, consulta de preços, serviços bancários e compra de mercadorias. Ou seja, ainda há pouca ou nenhuma interação.

Um dos índices que mais chama a atenção é que poucas empresas deste segmento utilizam a web como forma de promoção e divulgação. Apenas 18% possuem sites próprios e 14%, lojas virtuais. Pode parecer um contra-senso, já que estudos demonstram que ações online tendem a ser mais acessíveis aos bolsos dos pequenos empreendedores.

Entretanto, já existem empresas que já entenderam o potencial das ferramentas digitais para impulsionar a divulgação "boca-a-boca" online de suas iniciativas, serviços e produtos. Ou 'viralizar' para usar um termo do meio. Para isso, abriram canais de comunicação com seus consumidores, blogs corporativos para público interno e externo, além comunidades em redes sociais.


Dicas de ouro para começar na Web 2.0

Estamos apenas no começo. Existe, ainda, um grande caminho a percorrer. Por isso, a chave pode estar em perder o medo de errar e embarcar nessa onda. Não adianta fugir desse novo mundo que se desenrola diante dos olhos de todos - tanto no universo dos negócios, quanto no pessoal. Precisa-se aproveitar o momento para fazer o negócio crescer.

Confira 10 dicas de ouro para ajudar nesse processo:

1. Expanda sua consciência: estude iniciativas/projetos de sucesso;

2. Converse com jovens nascidos na era digital: trocar ideias com quem vive diariamente a web 2.0 traz ótimas lições;

3. Comece a usar as ferramentas da Web 2.0: escreva um blog, poste vídeos no YouTube e fotos no Flickr, aprenda a usar o Twitter;

4. Fique de olho no comportamento do seu setor de negócios no mundo digital;

5. Reúna sua equipe e façam uma lista de possíveis formas de se usar a Web 2.0 em seu negócio. Premie as melhores ideias;

6. Re-examine seus objetivos;

7. Crie sua estratégia própria para web 2.0, pense no seu próprio marketing;

8. Busque sua palavra-chave: seja autêntico, seja o melhor "você" possível;

9. Perca o medo de errar: aja! Mexa-se agora. Teste. Fracasse. Aprenda. Adapte-se. Repita;

10. Não se esqueça da paixão: ela é o melhor termômetro quando se está no caminho do sucesso.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Projetos para fabricação de circuitos integrados receberão R$ 4 milhões

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT) lança edital de bolsas de estudos para graduandos, graduados e pós-graduados. O objetivo é selecionar propostas de especialistas que venham a realizar plano de treinamento nas áreas de projeto e processos de fabricação de circuitos integrados, em cooperação com instituições nacionais e estrangeiras. A inscrição vai até 5 de novembro.

Serão investidos R$ 4 milhões para complementar a formação de especialistas que atuam em semicondutores e microeletrônica. Possibilitar a participação em projetos de treinamento que envolvam intercâmbio e cooperação com outros países e colaboração entre instituições brasileiras públicas ou privadas, são alguns dos objetivos. As propostas aprovadas devem ser executadas em um ano.

O proponente deve ter título de doutor e currículo cadastrado na Plataforma Lattes; ser obrigatoriamente o coordenador do projeto e ter vínculo formal com a instituição de execução do projeto, que pode ser de ensino superior, pública ou privada sem fins lucrativos; instituto e centro de pesquisa e desenvolvimento ou empresa pública, que execute atividades de pesquisa em Ciência, Tecnologia ou Inovação.

As propostas devem ser acompanhadas por meio do Formulário de Propostas Online, disponível na Plataforma Carlos Chagas. Os formatos permitidos são “doc”, “pdf” “rtf” ou “post script” e o tamanho máximo é um megabyte. A divulgação do resultado está prevista para 23 de novembro próximo. Consulte mais informações no site do CNPq.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Novas tecnologias aumentam ameaças virtuais

Não é novidade que hackers já não são mais garotos em garagens que só querem se divertir causando pequenos problemas para usuários de computadores. Hoje, o cybercrime é um negócio lucrativo que, segundo estimativas, movimenta um montante de dinheiro maior - e cresce a taxas mais altas - que o narcotráfico.

A chegada de novas tecnolgias vem ampliando ainda mais as possibilidades a serem exploradas pelos criminosos virtuais, conforme explicou Mariano Sumrell, diretor de marketing da Winco Tecnologias e Sistemas, durante palestra realizada no CNASI 2009, que acontece nos dias 22, 23 e 24 de setembro, em São Paulo.

Na visão de Sumrell, novidades como a web 2.0, a mobilidade e a computação em nuvem, apesar de trazerem diversos benefícios, aumentam também as vulnerabilidades às quais estão expostos os usuários.

Sobre as redes sociais, os blogs e as demais ferramentas interativas trazidas pela web 2.0, o executivo alerta para o fato de o aumento de interatividade ampliar também os riscos, além de destacar a grande disponibilidade de informações pessoais geradas nesse ambiente. "Com isso, as redes sociais tornam-se terreno fértil para ataques de engenharia social", afirma.

A disseminação dos dispositivos móveis, especialmente smartphones, também abre um novo leque de oportunidades para crimes eletrônicos, segundo o executivo. Ele lembra que já existe comercio ilegal de softwares para acesso remoto indevido a aparelhos celulares, assim como já foram identificados ataques de vírus a smartphones. Em sua opinião, o volume de ataques só não é tão significativo porque os ganhos gerados nesse ambiente ainda não são tão interessantes.

Considerada uma mudança nos paradigmas da tecnologia, a computação em nuvem enfrenta importantes desafios de segurança. "Ao mesmo tempo em que se pode encarar que, com a cloud, os dados estão nas mãos de profissionais especializados e, assim, mais seguros, é imporante lembrar que esses dados estão armazenados remotamente e acessados via internet, o que amplia os riscos envolvidos", aponta Sumrell.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Computador móvel


Os celulares evoluíram tanto que hoje em dia as fronteiras entre um netbook e um smartphone já ficaram até meio confusas. E vão ficar pior. A Motorola anunciou a chegada na América Latina do MC9500, equipamento voltado para indústrias que promete ser o futuro da computação móvel. A novidade permite o aumento da produtividade e a redução do custo total de aquisição.

O lançamento possui as funcionalidades do computador móvel mais vendido da indústria, o MC9000, da Motorola, e traz novas aplicações, como a WAN 3,5G modular, que oferece uma solução de mobilidade empresarial capaz de modificar a maneira como as empresas realizam suas operações comerciais.

Isso porque a aplicação suporta conectividade de banda larga sem fio GSM HSDPA ou CDMA-EVDO Rev A em um único dispositivo, o que permite aos clientes selecionar a rede 3,5G que melhor se adapte às suas necessidades. Essa flexibilidade de rede celular, conhecida como Motorola MAX FlexWAN – uma das funções das extensões da arquitetura de mobilidade da Motorola –, permite às empresas implementar a solução em um único pool de computadores móveis, para disponibilizar a melhor cobertura a usuários de diferentes locais.

Extremamente resistente, ergonômico e desenhado para melhorar a eficiência operacional, o MC9500 também redefine o conceito de gerenciamento interno com um exclusivo sistema de acesso e um novo enfoque para a economia de bateria.

Submetido a diversos estudos e testes de campo para demonstrar que é capaz de atender às necessidades de clientes mais exigentes, o novo dispositivo oferece um rendimento confiável para os trabalhadores que necessitam de mobilidade nas áreas de transporte e logística e de encomendas, além de correios, entregas, serviço em campo e segurança pública.

O MC9500 é o primeiro computador portátil com base na Arquitetura de Plataforma de Mobilidade 2.0 da Motorola, que redefine o design e a inovação das soluções de computadores móveis resistentes. Equipado com processador Marvell XScale PXA320@806 MHz e sistema operacional Microsoft Windows Mobile 6.1, o MC9500 coloca o que há de mais recente em tecnologia nas mãos dos trabalhadores móveis de todo o mundo.

Graças à funcionalidade GPS, oferece cobertura de serviços com base em localização, até mesmo nos ambientes mais desafiadores. O MC9500 também possui diversas opções de captura de dados, incluindo um scanner a laser 1-D ou captura de imagens em 2-D. Ambos permitem a utilização de uma câmera digital com autofoco colorida de 3 megapixels de alta resolução, integrada com vídeo, o que permite ler assinatura, comprovação de estado ou entrega.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

HP pode comprar Microsoft, diz Gartner

A era das grandes aquisições está apenas começando. Esse foi o tom da palestra de Donald Feinberg, chairman e consultor emérito do Gartner, durante o painel de abertura da conferencia anual "O futuro da TI", realizada pela consultoria, em São Paulo.

Na visão do analista, o negócio realizado entre a Oracle e a Sun no ano passado abriu as portas para uma serie de grandes aquisições que ainda estão por vir e que darão origem aos chamados megafornecedores, capazes de atender a todas as necessidades dos usuários de TI.
"O que falta para a HP atualmente? Software. Eles já têm uma área, mas ainda e pouco. Então, a conclusão natural é que a HP adquira uma empresa de software", avaliou. "Enquanto isso, o que falta para a Microsoft? Hardware. Portanto, as chances de a HP comprar a Microsoft nos próximos dois anos (e não o contrário) é muito grande."

Além da megafusão entre HP e Microsoft, Feinberg prevê outras grandes aquisições, como a compra da Sybase pela gigante alemã SAP e o interesse da Oracle por uma empresa de serviços profissionais. "O que ainda falta para a Oracle é uma area de serviços. Por isso acredito fortemente na compra de uma empresa como a Atos Origin ou mesmo a Unisys", afirma o consultor.

America Latina
Entre as previsões para a região da America Latina, Feinberg destacou as oportunidades em offshore, citando as já conhecidas vantagens da região em relacao aos países prestadores de serviços em locais como Ásia ou Leste Europeu.

"O Brasil - e novos entrantes da AL, como Argentina e Mexico - tem diversos pontos positivos na prestação de servicos para os Estados Unidos e as empresas já perceberam isso", garante.

Em termos de tecnologia, a grande tendêcia, segundo o Gartner, é a computação em nuvem, que deve se disseminar e fortalecer nos próximos anos. "Mas não espere ver grandes empresas colocando suas aplicações mais importantes na 'nuvem'. Ninguém vai colocar seu enorme banco de dados em cloud computing na próxima década ou mesmo nos próximos 20 anos", pontua.

Pós-crise é momento de rever projetos prioritários

A economia começa a se recuperar e as empresas se aproximam do ponto de virada pós-crise, ou seja, momento de retomar iniciativas para alavancar crescimento dos negócios. As companhias devem estar atentas a esse movimento e iniciar os planos para a retomada.

O primeiro passo é reavaliar os projetos que foram suspensos e analisar quais deles terão real impacto nos negócios para serem retomados ou eliminados definitivamente da agenda. “O momento é de rever todas as prioridades e começar a trabalhar com a possibilidade de múltiplos cenários”, afirma a vice-presidente de pesquisas da consultoria Gartner, Ellen Kitzis.

Isso leva a uma ação mais difícil: analisar o quanto os cortes de custos afetaram a capacidade da empresa de retomar o crescimento, se é que o corte ocorreu. Quando o corte atinge a força de trabalho, é necessário analisar se vale mais reconstruí-la ou investir em uma estratégia mais abrangente de terceirização.

Para a analista, a economia deverá enfrentar altos e baixos nos próximos anos e, com essa perspectiva, as empresas devem ganhar capacidade de adaptar os negócios e a infraestrutura de tecnologia de acordo com as variações.

Segundo Ellen, o principal enfoque das companhias no pós-crise deve ser, principalmente, a renovação de sistemas legados, projetos muito atingidos pelos cortes de custos. “Trata-se de uma área crítica que está paralisada há um ano e que precisa ser retomada”, diz.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Twitter irá lançar ferramenta com o objetivo de gerar receita

O Twitter está desenvolvendo uma ferramenta para medir audiência que também permitirá que o site comece a obter a receita, de acordo com uma reportagem publicada no site da agência de notícias econômicas Bloomberg. O anúncio foi feito por Biz Stone, co-fundador do site que mistura rede social e microblog, em entrevista na Cidade do México.

Stone disse que a ferramenta permitirá analisar a audiência e o retorno obtido a partir do Twitter. Com isso empresas poderão acompanhar o que está sendo falado sobre elas dentro da rede social. Na avaliação do co-fundador do Twitter, empresas e corporações vão querer pagar para ter acesso à ferramenta e medir a audiência. O executivo, porém, não disse quanto será cobrado pelo serviço.

Para vários analistas, o Twitter ainda enfrenta o desafio de criar um modelo de negócios que sustente o negócio nos próximos anos. No mês de abril, em entrevista à edição norte-americana da Computerworld, Biz Stone disse que não há pressa para apresentar esse modelo de negócios.

“Não é um problema para nós, pois temos bastante dinheiro no caixa, investidores pacientes e uma diretoria paciente”, disse o executivo. Naquela ocasião, ele disse que o objetivo é concentrar em expandir sua rede, ampliando a base de usuários e acrescentando recursos ao Twitter.