terça-feira, 22 de setembro de 2009

Novas tecnologias aumentam ameaças virtuais

Não é novidade que hackers já não são mais garotos em garagens que só querem se divertir causando pequenos problemas para usuários de computadores. Hoje, o cybercrime é um negócio lucrativo que, segundo estimativas, movimenta um montante de dinheiro maior - e cresce a taxas mais altas - que o narcotráfico.

A chegada de novas tecnolgias vem ampliando ainda mais as possibilidades a serem exploradas pelos criminosos virtuais, conforme explicou Mariano Sumrell, diretor de marketing da Winco Tecnologias e Sistemas, durante palestra realizada no CNASI 2009, que acontece nos dias 22, 23 e 24 de setembro, em São Paulo.

Na visão de Sumrell, novidades como a web 2.0, a mobilidade e a computação em nuvem, apesar de trazerem diversos benefícios, aumentam também as vulnerabilidades às quais estão expostos os usuários.

Sobre as redes sociais, os blogs e as demais ferramentas interativas trazidas pela web 2.0, o executivo alerta para o fato de o aumento de interatividade ampliar também os riscos, além de destacar a grande disponibilidade de informações pessoais geradas nesse ambiente. "Com isso, as redes sociais tornam-se terreno fértil para ataques de engenharia social", afirma.

A disseminação dos dispositivos móveis, especialmente smartphones, também abre um novo leque de oportunidades para crimes eletrônicos, segundo o executivo. Ele lembra que já existe comercio ilegal de softwares para acesso remoto indevido a aparelhos celulares, assim como já foram identificados ataques de vírus a smartphones. Em sua opinião, o volume de ataques só não é tão significativo porque os ganhos gerados nesse ambiente ainda não são tão interessantes.

Considerada uma mudança nos paradigmas da tecnologia, a computação em nuvem enfrenta importantes desafios de segurança. "Ao mesmo tempo em que se pode encarar que, com a cloud, os dados estão nas mãos de profissionais especializados e, assim, mais seguros, é imporante lembrar que esses dados estão armazenados remotamente e acessados via internet, o que amplia os riscos envolvidos", aponta Sumrell.

Nenhum comentário:

Postar um comentário