quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Snow Leopard tem novos drivers de impressão

A Apple disponibilizou para download dois pacotes com os últimos drivers para o Snow Leopard das impressoras Epson e Lexmark.

Os drivers para os equipamentos Lexmark v2.2 para Mac OS X v10.6 têm 121 MB e trazem os últimos softwares para compatibilidade com o a última versão do sistema operacional da Apple.

Também está disponível o pacote com os drivers Epson v2.2 para Mac OS X v10.6.1 que ocupa 546 MB. Ele inclui um software de digitalização e é voltado para usuários do Mac OS X 10.6.1 ou superior.

A Apple divulgou uma lista com todos os modelos de impressoras Lexmark e Epson que exigem a atualização de seus drivers.

Sped entra em nova fase em 2010

O Sistema Público de Escrituração Digital (Sped), criado pelo governo brasileiro para combater a sonegação fiscal e tornar o relacionamento com o fisco mais eficiente, entra em nova fase no próximo ano. A previsão é que até o final de 2010, todas as empresas sujeitas à tributação do Imposto de Renda com base no lucro real deverão substituir os livros fiscais em papel pelo modelo eletrônico.

As estimativas de especialistas são de que aproximadamente 120 mil companhias de diversos segmentos tenham que se adaptar ao sistema digital. Elas precisarão enviar mensalmente para o fisco apurações fiscais e as informações contábeis do ano. Os cronogramas estão sendo liberados pelos Estados com enquadramento de empresas que recolhem ICMS e IPI.

Criado pelo decreto 6.022 de janeiro de 2007, o Sped faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2007-2010) para informatização da relação entre o fisco e os contribuintes. Pelo sistema, a fiscalização das obrigações acessórias passa a ser feita de forma eletrônica e em tempo real.

O sistema é composto por três grandes subprojetos: Escrituração Contábil Digital (Sped Contábil), Escrituração Fiscal Digital Fiscal (Sped Fiscal) que substituem os livros Diário e Razão; e Nota Fiscal Eletrônica (NF-e). Com o acompanhamento desses três em tempo real, o Fisco tem como consolidar dados e cruzar informações sobre a arrecadação tributária.

Para que as empresas tenham tempo de se enquadrar no novo modelo, o governo estabeleceu um cronograma. A primeira fase começou este ano com um número restrito de 8 mil companhias de grande porte acompanhadas pela Receita Federal. Primeiro elas entregaram em 30 de junho o SPED Contábil com arquivos referentes ao exercício de 2008. Em 30 de setembro, apresentaram o Sped Fiscal com informações da apuração dos impostos do período de janeiro a agosto de 2009.

“As estimativas são de que 120 mil empresas sejam obrigadas a aderir ao SPED em 2010”, afirma o diretor-geral da empresa NFe do Brasil, Marco Antonio Zanini. A companhia é especializada em soluções para esta área. Entre este número, o especialista afirma que há pequenos e médios negócios. Pelo menos outras 500 mil de diversos setores também terão de emitir a NF-e.

Integração
Esse grande contingente vai exigir um esforço maior dos contadores e das áreas de TI, que precisarão preparar suas bases de dados para a emissão dos livros digitais que terão de ser apurados a partir de janeiro de 2010. Haverá a necessidade de integração e interligação de todos os setores dentro da empresa, de ajustes dos processos internos para implantar o novo modelo de gestão.

Os que usam sistemas de gestão empresarial (ERPs) precisarão recorrer aos fornecedores para adequá-los às novas exigências ou pedir ajuda para uma consultoria. Todos precisarão investir em certificados digitais, que é uma exigência do Fisco tanto para envio NF-e quanto do Sped.

Na Totvs, o vice-presidente da área de gestão de desenvolvimento de software, Wilson de Godoy, afirma que a empresa reforçou o time para dar suporte aos clientes que vão aderir ao Sped. Sua estimativa é que dos 24 mil clientes da companhia, pelo menos 8 mil terão de apresentar os livros digitais até o final de 2010.

Segundo o executivo, os pacotes de ERP do grupo já estão preparados com os componentes para atender ao novo modelo, desde que os usuários façam a atualização sem custos. A empresa montou uma equipe com 40 pessoas para atender tanto aos que precisarão entregar livros fiscais digitais quanto os que vão emitir pela primeira vez a NF-e.

Além de oferecer soluções para os dois casos integradas ao ERP da marca, Godoy informa que a Totvs tem um modelo terceirização. Entretanto, o executivo recomenda que as empresas comecem a se preparar para as mudanças com antecedência. Segundo ele, a primeira vez vai doer por causa do trabalho que as companhias terão para preparar as bases de dados.

Atualizações com as adequações para implantação do Sped também estão sendo liberadas pela SAP, para os usuários do ERP da empresa. O gerente de localização e novas soluções da SAP América Latina, Bruno Ogusuko, informa que os arquivos já estão pré-definidos com as exigências do governo e que estão sendo fornecidos sem custo para os clientes. A produtora de software de gestão empresarial também tem uma equipe para dar suporte nessa área aos clientes.

Zanini da NFe Brasil, destaca que as informações que serão enviadas ao Fisco são muito abrangentes e que precisam ser consistentes. Ele explica que é preciso ter NF-e para depois ir para o Sped. "É incoerente ter nota em papel com livros fiscais digitais".

Automação da entrada da NF-e

Como em 2010, aumenta também o número de empresas que serão obrigadas a emitir a NF-e, a SAP promete para o primeiro trimestre a solução SAP NFE 10.0. Trata-se de uma solução para automação das notas fiscais eletrônicas no processo de entrada no cliente. A empresa já tinha uma versão para administrar a saída da documentação.

Ogusuko explica que a vantagem do componente é que o comprador pode conferir a nota fiscal antes do despacho. Ele recebe um documento eletrônico XML por e-mail para checagem das informações de seu pedido antes do caminhão sair do fornecedor. Se tiver algo errado, é possível corrigir os dados e até fazer trocas de produtos. Assim é possível evitar a devolução de mercadoria, o que agiliza a entrega e reduz gastos com transporte.

Microsoft e UE resolvem disputa de navegadores

Os especialistas noruegueses em navegadores da Opera levaram suas insatisfações à Comissão Europeia, braço jurídico da União Europeia, em dezembro de 2007. A decisão final do órgão, emitida ontem, significa que Opera, Firefox, Google Chrome e Apple Safari podem, com apenas um clique, ser definidos como navegadores padrão durante a instalação do Windows. Outros navegadores, majoritariamente livres, também podem ser escolhidos como padrão por meio de um outro diálogo.

Desde as últimas propostas concretas em outubro, apenas alguns pequenos detalhes sofreram alterações: a escolha do navegador não será mais apresentada numa janela tradicional do Internet Explorer, mas num diálogo mais neutro, e a lista dos navegadores não mais será exibida em ordem alfabética, mas aleatória.

As regras serão efetivadas na UE e outros países a partir do meio de março de 2010. Esse prazo dá à Microsoft algum tempo para alterar seus sistemas operacionais. A lista de navegadores alternativos será mantida atualizada, segundo um relatório da Comissão (link em inglês).

Telefones sem fio residenciais e outros eletrônicos passarão por teste de radiação

A partir deste mês, telefones sem fio residenciais, roteadores e MP3 players passarão pelo teste de absorção de energia —conhecido com SAR— antes de irem para o mercado. O teste mede o índice de exposição à radiofrequência de aparelhos eletrônicos, principalmente celulares.

De acordo com a Anatel, esses aparelhos até hoje não precisavam passar pelo teste de absorção de energia (SAR), mas este mês passou a valer uma nova resolução que estabelece que todo emissor de radiação eletromagnética entre 300 MHz e 6000 MHz que fique até 20 cm de distância do corpo deve passar pela verificação. "Como a maioria desses telefones é fabricada por multinacionais, acredito que já estejam dentro da norma de até 2 watts/kg, mas vamos exigir isso a partir de agora para a certificação", afirma Itamar Barreto Paes, gerente de Certificação da Anatel.

O professor Hugo Enrique Hernandez Figueroa, da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação da Unicamp faz um alerta sobre a radiação eletromagnética advinda dos telefones sem fios residenciais de potência muito alta. "O alcance de certos modelos chega a 10 km. Minha recomendação é que eles também sejam usados com extrema parcimônia, pois alguns trabalham com potências muito maiores às dos celulares", diz.

Celulares

Até agora, apenas os celulares passavam pelos testes. Neste ano, pesquisadores da Unicamp e do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD) desenvolveram o primeiro software nacional para analisar a taxa de absorção de energia pelo corpo ao ultizarem o celular. O nível não pode ser superior a 2 watts/kg.

Por trás do programa estão dois anos de estudos intensos e cálculos complicados. Para dizer se o celular está em conformidade com a norma da Anatel, o software simula o aumento de temperatura causado pelo aparelho telefônico em uma cabeça-padrão de adulto.

Como ainda pouco se sabe sobre os efeitos de longo prazo do uso de celulares, os cientistas analisam a influência da radiação eletromagnética no corpo de uma forma bastante objetiva: pelo aumento da temperatura da região.

Para se ter uma idéia, após uma hora de uso do celular colado à orelha há um aumento de mais ou menos 1ºC. Hipoteticamente, após três horas ao telefone, a temperatura na cabeça de uma pessoa normal subiria para 39ºC. "Não é difícil imaginar um quadro de dor de cabeça e mal-estar causado por esse superaquecimento", conta Hugo Enrique Hernandez Figueroa, professor da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação da Unicamp que coordenou as pesquisas do novo software.

Figueroa sugere como margem segura ligações de até 15 minutos. "Se mantiver o telefone distante apenas dois centímetros da orelha, isso já proporciona uma queda drástica do efeito da radiação sobre o corpo e esse efeito é nulo se utilizarmos o telefone no viva voz ou com fones de ouvido", recomenda.

O que é SAR?

O limite de 2 watts/kg da SAR foi estabelecida pela Anatel seguindo normas mundiais e, de acordo com experimentos da bióloga e geneticista do Laboratório de Citogenética e Cultivo Celular do Hospital da Mulher da Unicamp, Juliana Heirich, é uma margem segura. "Nas nossas pesquisas desenvolvemos uma fonte que produzia um tipo similar de campo eletromagnético e observamos que o nível de radiação só causou danos nos cromossomos quando a radiação atingiu aproximadamente 20 watts/kg (dez vezes mais)", diz.
Pelos testes realizados, todos os celulares estavam cerca de 40% abaixo do limite, variando entre 1,5 e 1,6 watts/kg.

Mesmo assim, a geneticista faz uma ressalva. "Muito pouco se sabe, entretanto, sobre a questão cumulativa dessa radiação ao longo de muitos anos. A melhor saída, portanto, é a atitude preventiva", diz.

Asustek planeja robô educacional para crianças

A Asustek Computer anuncia planos para desenvolver um robô educacional para crianças, o EeeBot, além de softwares e serviços como parte de alguns projetos tecnológicos patrocinados pelo governo de Taiwan.

O objetivo é construir um robô com preço acessível e que possa interagir com as crianças, segundo a descrição do projeto. Tanto o hardware quanto o software do Eeebot serão desenvolvidos pela Asustek.

O projeto do Eeebot foca a produção de conteúdo e serviços relacionados ao robô para reduzir o preço do hardware e torná-lo mais acessível às famílias. As tecnologias do projeto incluem interação entre robôs e humanos (HRI, em inglês), incluindo tecnologias visual e de voz, além de sistemas de posicionamento e navegação.

Após a fase de planejamento, a Asustek estima que levará cerca de dois anos para dar início aos testes de produção.

Tecnologia HSPA+ sobe de 21 Mbps para 42 Mbps a velocidade de redes 3G

A Ericsson apresentou parte de uma tecnologia que elevará as velocidades em redes 3G a até 42Mbps. No entanto, a empresa ainda terá de fazer muito esforço para que a solução possa ser lançada. A tecnologia em questão é uma evolução da High-Speed Packet Access (HSPA), também conhecida como HSPA+.

>> Leia mais sobre o assunto na reportagem de Computerworld.

Conheça os cinco piores problemas da Internet

Neste final de 2009, Ezequias Sena, presidente da Online Brasil, empresa de estratégias em tecnologias e negócios faz uma análise do impacto da Internet na vida das empresas e seus colaboradores, sugerindo medidas que devem ser tomadas em 2010. Ele destaca cinco questões, que em sua opinião, são altamente impactantes e precisam ser analisadas para que medidas adequadas sejam colocadas em prática, a fim de se evitar mais problemas com a Criminalidade Virtual. Confira o que pensa o executivo.

Spam contaminado. “Quando se pensava que o recebimento de spams já havia atingido um nível máximo, a situação se mostrou ainda pior. Com a recessão, multiplicaram-se os oportunistas explorando a ilegalidade através da venda de listagens de e-mails. E, para piorar ainda mais, grande parte contém algum tipo de malware. Isso exigirá não só reforços na segurança das redes, mas medidas regulatórias e jurídicas mais rígidas.”

Fim da segurança absoluta nas redes sociais. “Se antes as pessoas se sentiam despreocupadas enquanto acessavam as redes sociais, este ano alguns escândalos envolvendo redes mundialmente conhecidas provaram que ninguém mais, no ambiente virtual, está seguro a ponto de se descuidar. Certamente, essas empresas já estão tomando medidas para que a ação de criminosos não comprometa essa tendência que veio para ficar.”

Malware ‘para viagem’. “Até bem pouco tempo atrás, era preciso deter um grau elevado de conhecimento técnico em programação para criar um malware. Entretanto, hoje em dia basta ter habilidade para encontrar kits praticamente prontos. Os efeitos podem ser tão devastadores para os negócios, que é como se alguém jogasse uma bomba na empresa. Só este ano, vários malware foram detonados via e-mail, disfarçados de notícias sobre a Gripe A, a morte de Michael Jackson, brigas nos bastidores do Campeonato Brasileiro de Futebol, entre outros. A prevenção ainda é a melhor forma de combate, e passa pelo franco diálogo entre a empresa e seus colaboradores.”

Aumento de crimes virtuais. “Esse assunto tem mobilizado a indústria de TI e as autoridades, que buscam soluções, medidas de prevenção e punição mais efetivas. Apesar dos grandes passos que vêm sendo dados, a ameaça já se espalha para a telefonia móvel, exigindo reforço na segurança das redes. Nos Estados Unidos, por exemplo, há quem já esteja preocupado com a segurança virtual das urnas eletrônicas, inclusive.”

Abuso de imagem. “Este ano houve um aumento relevante do uso da internet para divulgação de imagens e vídeos. Entretanto, se por um lado essa pode ser uma grande notícia, como para aqueles que já podem ter acesso ao resultado de um diagnóstico por imagem sem precisar se deslocar até a clínica, para aqueles que tiveram suas imagens usadas de forma desonesta, abusiva e até criminosa, o avanço apenas mostrou que é preciso que se adotem medidas punitivas mais rígidas.”

Espanha tem planos de banda larga mais caros da Europa, diz CMT

A Espanha é o país com a banda larga mais cara entre os membros da União Europeia, de acordo com um relatório da Comissão do Mercado de Telecomunicações (CMT).

O relatório, que mostra uma comparação entre os preços de serviços de internet entre os 27 membros da União Europeia, mostra que a Espanha tem preços até 30,4% mais caros em planos de até 2 Megabits por segundo (Mbps). Planos com velocidade entre 2 e 10 Mbps são 6,3% mais caros e pacotes com mais de 10 Mbps têm preços 14,7% mais altos do que a média europeia.

Os planos mais procurados na Espanha são aqueles com velocidade entre 2 e 10 Mbps, que representam 70,3% do mercado e variam de 32,5 euros (cerca de 83 reais), na melhor oferta do mercado, para 58,5 euros (cerca de 150 reais) no plano mais caro. A melhores ofertas europeias são de 30,6 euros (cerca de 78 reais).

A diferença de preços no país fez com que consumidores procurassem operadoras alternativas. Entre janeiro e junho de 2009, a Telefonica teve 78.074 novos consumidores, contra 245.496 dos concorrentes.

Já em relação às velocidades superiores a 10 Mbps, a melhor oferta do mercado espanhol é de 35,8 euros (cerca de 91 reais), 14,7% superior à média da União Europeia (31,2 euros, ou cerca de 79 reais). O segmento representa 16,7% do total de banda larga no país.

Os planos de até 2 Mbps, que representam 13% do mercado europeu, custam, na melhor oferta, 36,8 euros (cerca de 94 reais), número 30,4% superior às melhores ofertas da Europa, que são de 28,2 euros (cerca de 72 reais).

O relatório da CMT também compara a Telefonica com outras operadoras europeias, como Deutsche Telekom, KPN BT, BT, Eircom e Telecom Italia. Os preços da operadora espanhola são os maiores em todos os segmentos.

Brasil

Segundo o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC), o Brasil possui um dos mais altos preços de banda larga do mundo. Em outubro, o serviço de 1 Mbps variava de 49,90 reais por mês a 249,90 reais. Além disso, as principais prestadoras exigem cobrança de uma assinatura mensal de serviço telefônico, que custa cerca de 40 reais, que é considerada ilegal pelo Código de Defesa do Consumidor.

No estudo Barômetro Cisco divulgado em outubro, o Brasil apareceu no 53º lugar entre 66 países em relação à qualidade e à distribuição de banda larga no País.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Tribunais brasileiros terão de investir em TI

Tribunais de todo o País terão de investir na melhoria de seus sistemas de informática. O objetivo é reduzir custos e diminuir o tempo de tramitação dos processos. A determinação é do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que aprovou, em 24/11, a Resolução 99 que institui o Planejamento Estratégico de Tecnologia da Informação e Comunicação, no âmbito do Poder Judiciário. O documento fixa a data de 31/3/10 para que os tribunais aprovem os planejamentos de seus sistemas de informática.

Na análise do conselheiro Felipe Locke Cavalcanti, relator da resolução, o CNJ está dizendo aos tribunais por meio do documento que eles devem pensar em informática e isso resultará na redução de custos logísticos e, principalmente, na redução da demora dos processos no judiciário. A pesquisa "Justiça em números", do CNJ, divulgada em julho, revela que o Judiciário gastou 2,5 bilhões de reais com TI entre 2004 e 2008. Apesar do montante, o CNJ defendia a necessidade de ser desenvolvido um planejamento sobre o uso de TI por tribunais.

A norma determina que os planejamentos tenham pelo menos um indicador de resultados para cada objetivo fixado, apresentem metas de curto, médio e longo prazos associadas aos indicadores de resultado e projetos e ações que sejam considerados necessários para que sejam atingidas as metas fixadas.

O conselheiro destacou que o CNJ, além de cobrar melhorias, tem ajudado os tribunais a investir em informática por meio da oferta de softwares como o Projudi (Processo Judicial Digital). O programa já está sendo usado em vários Estados brasileiros e é utilizado no gerenciamento e controle dos processos judiciais nos tribunais de forma eletrônica, reduzindo tempo e custo.

contexto

Contexto é a relação entre o texto e a situação em que ele ocorre. É o conjunto de circunstâncias em que se produz a mensagem - lugar e tempo, cultura do emissor e do receptor, etc. - e que permitem sua correta compreensão. Também corresponde onde é escrita a palavra, isto é, a oração onde ela se encontra.

[editar] História

Bronislaw Malinowski (Halliday & Hasan, 1989) advogou uma importante teoria acerca do contexto de uso. Ele precisou de um termo que expressasse todo um ambiente onde seria analisado, incluindo o ambiente verbal e a situação na qual o texto fosse falado. Sendo assim, com algumas apologias, criou o termo context of situation. Pelo contexto de uso, entendemos o ambiente onde o texto está sendo realizado.

Ainda assim, Malinowski precisou de outro tipo de contexto que desse conta não só do que estava acontecendo, mas também de aspectos culturais envolvidos: o contexto cultural. Para ele, esses dois tipos de contexto são fundamentais para se compreender um texto.

Influenciado pela noção de contexto de uso de Malinowski, J. R. Firth criou sua própria teoria linguística (Halliday & Hasan, Ibid). Para ele, o conceito do autor somente adequava-se a textos específicos. Ele precisava de uma descrição de contexto de uso que abordasse diferentes textos como parte de uma ampla teoria lingüística. Dessa maneira, os elementos envolvidos são: os participantes, a ação dos participantes, características da situação e efeitos da ação verbal.

Mais tarde, o antropólogo americano Dell Hymes, em seu trabalho na etnografia da comunicação, propôs outros elementos que também descrevessem o contexto de uso: a forma e conteúdo da mensagem, o cenário, os participantes, o efeito da comunicação, a chave, o meio, o gênero e as normas de interação. O seu trabalho procurava englobar as diferentes maneiras que a língua pudesse ser usada em diferentes culturas.

Para Halliday (1989), o sucesso na comunicação pode ser explicado pela previsão inconsciente, ou seja, quase nunca é surpresa o que queremos dizer em determinadas situações. Essas previsões são feitas a partir do contexto de uso. O tipo de descrição ou interpretação do contexto de uso que vem a ser mais adequada para o linguista é o que caracteriza os termos usados numa interação.

Halliday propôs que a análise do contexto de uso fosse feita a partir de três componentes, correspondendo a três metafunções:

  • Domínio do discurso: refere-se ao que está acontecendo, à natureza da ação social.
  • Relações do discurso: refere-se à natureza dos participantes envolvidos na interação.
  • Modo do discurso: refere-se às funções particulares que são determinadas pela língua na situação observada.

Sendo assim, o contexto de uso é definido pelo ambiente imediato em que determinado texto está sendo produzido. Este conceito é usado para explicar por que certos textos são ditos ou escritos em ocasiões particulares e por que outros não podem ser. A partir do momento em que o falante lê e ouve, ele faz previsões acerca do que será reproduzido em seguida, influenciado pelo contexto da interação.b

São todas as informações que acompanham um texto. Este pode ser: • Contexto imediato – são elementos que seguem ou precedem o texto imediatamente, incluindo circunstâncias que o motivam. • Contexto situacional – trata-se do contexto estabelecido pelos elementos fora do texto que lhe abrem possibilidades de maior entendimento.

[editar] Referências

  • Halliday, M.A.K. (1994). An introduction to Functional Grammar. London: Edward Arnold.
  • _____; Hasan, R. (1989). Language, context and text: aspects of language in a social-semiotic perspective. Oxford: Oxford university Press,

Criador do MySQL convoca usuários para "salvar" banco de dados

O criador do MySQL Michael “Monty” Widenius lançou uma campanha na web para “salvar” o banco de dados de código aberto das “amarras” da Oracle, que tenta comprar seu atual proprietário, a Sun Microsystems.

A Oracle anunciou sua intenção de comprar a Sun em abril de 2009, por 7,4 bilhões de dólares. Mas o negócio está paralisado enquanto as autoridades européias não concluem suas avaliações sobre questões antitruste.

Uma das principais preocupações dos reguladores, e também dos defensores de iniciativas open source, é qual será o futuro do MySQL sob a Oracle que, com seu próprio sistema proprietário, detém uma fatia significativa do mercado de banco de dados.

Mas Widenius acredita que, se os usuários se manifestarem agora, as autoridades europeias poderiam bloquear a fusão, ou forçar a Oracle a oferecer certas concessões e garantias em relação ao MySQL, disse numa nota publicada em seu blog na sexta-feira (12/12).

Lobby de clientes
Ele argumenta que a Oracle contatou “centenas de seus grandes clientes”, pedindo a eles que façam lobby junto à União Europeia para apoiar o acordo. A Oracle tem dito a seus clientes que investirá mais dinheiro no desenvolvimento do MySQL e que mesmo se ela abandonasse o banco de dados, a liberação de uma ramificação do código-base “cuidaria das coisas”, cita Widenius.

Mas, para o desenvolvedor, tais esforços não são suficientes.

“Apenas colocar dinheiro no desenvolvimento não é prova de que qualquer coisa útil será entregue, ou que o MySQL continuará a ser uma força competitiva no mercado como é hoje”, disse.

E uma ramificação do código-base “não é suficiente para manter o MySQL vivo no futuro, caso a Oracle, como detentora dos direitos do MySQL, decida num dado momento matar o MySQL ou fechar partes do código do banco de dados”, acrescentou.

Dez anos atrás, o MySQL era usado principalmente para aplicações web, mas desde então se tornou “muito funcional, escalável e confiável” e é utilizado para uma diversidade de propósitos, ele adicionou.

“Isso não só assusta como realmente fere a Oracle todo dia”, ele diz. “É claro que o sistema da Oracle tem mais recursos, mas o MySQL já pode fazer uma variedade de coisas para as quais o Oracle é frequentemente utilizado e, assim, ajuda as pessoas a economizar um bocado de dinheiro. Dessa forma, eu simplesmente não acredito que a Oracle será um bom lar para o MySQL.”

Conversa com chefes
Widenius está pedindo aos usuários que pensam como ele tornar pública sua preocupação, enviando cartas à União Europeia, publicando blogs sobre o assunto e conversando com os executivos das empresas nas quais trabalham.

Os usuários tiveram reações iniciais mistas em relação ao apelo de Widenius.

“Vamos nos erguer hoje para enfrentar o mal”, disse um comentarista identificado como “Ryan Chan” na lista de discussão do MySQL.

Mas outros optaram por uma atitude liberal à fusão.

“Você vendeu o MySQL (e não há nada errado nisso)”, comentou uma pessoa em resposta ao post de Widenius. “A Oracle é livre para fazer o que quiser com ele, quero dizer, eles compraram, então é deles, ponto.”

Procurada, a Oracle não comentou o assunto.

A campanha de última hora de Widenius pode ser em vão, já que há indícios de que a União Europeia vai aprovar a fusão.

Nesta segunda-feira (14/12), a Oracle publicou uma declaração na qual apresenta dez compromissos a desenvolvedores e usuários do MySQL. As alegações, que seriam válidas por cinco anos a partir da aprovação do acordo, são um “importante novo elemento a ser levado em conta no processo”, disse a União Europeia em um comunicado.

A União Europeia também reiterou o recente comentário da comissária de competição Neelie Kroes, que disse estar otimista em relação a uma resolução satisfatória para o assunto.

Os incomodados são os que mudam

Pare e reflita: o mundo que está abaixo dos seus pés nunca parou de mudar. Podemos afirmar que nestes primeiros anos do século 21 vivemos em cinco ou mais planetas diferentes, sem sair do lugar. Sem mudar de casa, de cidade ou de emprego.

Diante da científica e justificada necessidade humana de buscar condições de vida em outros planetas, pensar na diferença que fazemos, ou que podemos fazer por aqui mesmo, pode ser uma receita simples e cotidiana para manter a mente arejada e flexível o suficiente para encarar as mudanças com mais naturalidade e confiança.

Desde o dia em que somos gerados, pela combinação celular de nosso pai e nossa mãe, já enfrentamos mudanças.

Quando nascemos, enfrentamos uma das mais traumáticas mudanças que um ser vivo pode experimentar. Estamos lá, quentinhos, imersos em um ambiente líquido e confortável. De repente, uma grande pressão sobre nosso corpo, seguida de um puxão ou um escorregão dolorido, nos joga em meio a uma barulheira infernal e a uma luz que atravessa violentamente nossas pálpebras.

O pior ainda está por vir: nos afogamos “ao contrário”, encher nossos pulmões de ar de forma abrupta, como se um abríssemos um paraquedas dentro de nós, após um tapa na bunda que levamos de um sujeito que nem conhecemos. Haja resistência! Os pessimistas, porém bem-humorados, afirmam que se a vida fosse fácil, nenê não nascia chorando.

Ali, ao nascer, começa o que chamamos de existência. E que se desdobra ao longo dos anos em dimensões físicas e psicológicas, racionais e emocionais. Dimensões com apenas uma semelhança entre si: a onipresença da mudança, obrigando-nos a aperfeiçoar em nós a capacidade de adaptação, talvez a maior habilidade da inteligência humana.

Porém muitos de nós ainda confundimos adaptação com acomodação. É exatamente aí que surgem boa parte dos nossos problemas. Arrisco aqui até um princípio de física: adaptação é acomodar-se na mudança.

Será que vale um Nobel? Talvez não… mas vale para lembrar que, antes de pensarmos se há vida em outros planetas, que tal verificar se estamos realmente empenhados, individual e coletivamente, em viver melhor nesse que ainda é o nosso. Viver não só aproveitando as mudanças, mas principalmente promovendo aquelas que deixam saldos positivos. [Webinsider]

IDG Now! » Telecom e Redes » Legislação telecom Legislação Lula defende integração da TV digital nos celulares

Com uma crítica à ausência das principais organizações empresariais de comunicação do país, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva abriu a 1.a Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), na noite desta segunda-feira (14/11) em Brasília (DF).

“Lamento que alguns atores da área de comunicação tenham preferido se ausentar", disse o presidente, em discurso que tomou cerca de uma hora.

O único a participar do encontro foi o Grupo Bandeirantes, representado por seu presidente Johnny Saad, que participou da cerimônia de abertura. O evento termina na quinta-feira (17/12).

Convergência com TV
O presidente Lula defendeu uma revisão da legislação - que, segundo disse, não corresponde mais à realidade. "O Codigo Brasileiro de Telecomunicações é de 1968. É uma legislação anacrõnica que não da conta dos novos problemas", lembrou.

O destaque do discurso, no entanto, foi a visão apresentada por Lula do que considera convergência de mídias, que inclui as tecnologias 3G, a banda larga e a radiodifusão.

"Com a digitalização e a internet, as fronteiras entre os meios estão sendo dissolvidas", disse. "E, com a chegada da TV digital no Brasil e a implantação da banda larga, o processo de convergência tende a se acelerar ainda mais."

Para o presidente, “a tendência é de que, em muito pouco tempo, a maioria das pessoas possa receber, no mesmo aparelho, seja ele fixo ou móvel, tanto o sinal gratuito e aberto da radiodifusão como o dos arquivos de imagens e sons da internet."

Lula disse ainda considerar a internet um "serviço essencial" e uma "prioridade nacional", e citou o Plano Nacional de Banda Larga, que ainda será anunciado, como reforço dessa popularização.

A reunião que apresentaria os detalhes desse plano, marcada para esta segunda-feira (14/12), foi cancelada porque o texto ainda não havia sido concluído pelos técnicos responsáveis. Uma nova data não foi anunciada.


segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Intel: dispositivo único ainda está distante

Executivos e consumidores que procuram dispositivos eletrônicos capazes de solucionar todas as suas necessidades têm esperanças falsas, segundo pesquisadores da Intel Corp. A diretora do setor de experiência de usuários da empresa, Genevieve Bell, explicou que um aparelho "tudo em um," que inclui celular, internet, câmera, calendário, sistema de GPS e outros, provavelmente não conseguirá realizar as tarefas de modo satisfatório.

“Não sei se algum dispositivo consegue carregar todo esse peso. Adoraria chegar a um mundo onde só tenho um aparelho. Sua bolsa seria bem mais leve. Mas nunca funcionaria; na verdade acho que teremos mais dispositivos”, afirmou Bell. Ela afirma que substituir laptops, smartphones e outros sistemas por uma única peça é muita convergência.

“Pensar que teremos um só dispositivo para fazer tudo é como nossa fantasia de escritórios sem papel”, completou Bell. “Não vai acontecer. O problema com a convergência é que ela é feita em torno do objeto, e não da experiência. Como seres humanos, nunca somos apenas uma coisa. Somos empregados, parceiros, crianças. Somos membros de igrejas e grupos sociais. Precisamos de dispositivos diferentes para coisas diferentes.”

O diretor técnico da Intel, Justin Rattner, afirmou que novos sistemas personalizados devem surgir em breve. “Será sobre ter dispositivos que nos conhecem. Meu celular sabe o mesmo sobre mim desde o dia em que o comprei. Pense no seu calendário como um sensor. O dispositivo deve entender como é o meu dia e identificar se preciso de navegação ou ler algo antes de uma reunião. Meu aparelho tem todas essas informações e não faz nada disso.”

Rattner deseja que, no futuro, as câmeras dos celulares possam reconhecer os usuários. Ele também espera que os celulares da próxima geração reconheçam problemas de tráfego em sua rota de trabalho e consigam alertá-lo quando for necessário sair mais cedo. “Dispositivos precisam se tornar realmente assistentes pessoais.”

terça-feira, 13 de outubro de 2009

AMD apresenta sua estratégia Vision

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A AMD reuniu alguns jornalistas no final da semana passada para anunciar sua nova estatégia de mercado batizada de Vision que — como seus vizinhos de verde e de azul de Santa Clara — reconhece que o futuro está na chamada computação visual, um modelo de uso onde o desempenho da GPU começa a ter tanta importância quanto o processador propriamente dito.

Para explicar a nova estratégia, foi apresentada uma pesquisa realizada pela própria AMD onde podemos ver que o processamento e reprodução de mídias começam a ganhar importância no dia a dia dos usuários médios.

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Ao mesmo tempo, a empresa identificou três grandes grupos de usuários divididos de acordo com modelo de uso e o nível de complexidade das aplicações:

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Até aqui o que podemos ver é a constatação do óbvio, ou seja, que nem todo mundo precisa do melhor, mais rápido e mais caro computador da loja para antender suas necessidades diárias de computação pessoal. Mas, num mercado onde o computador topo de linha de hoje pode ser o modelo e entrada do ano que vem, como escolher a melhor configuração baseada em conceitos meio vagos para o usuário final como marca de processador ou quantidade de memória?

Sob esse ponto de vista, a AMD está numa situação bastante confortável, já que é a única empresa que desenvolve tanto o processador quanto uma linha completa de GPUs tanto de baixo quanto de alto desempenho. Assim ela se sente segura de sugerir para o mercado configurações específicas que atendam aos tres grandes grupos de usuários citados acima por meio da iniciativa Vision, cuja face mais evidente será o uso de um único selo de identificação que poderá ser usado pelos fabricantes e integradores que participarem desse programa e disponível em três versões: Vision, Vision Premium e Vision Ultimate.

AMD_Vision_tipos_small

Durante a apresentação o nosso colega e chapa Rafael Rigues levantou uma dúvida sobre a existência de um quarto selo batizado de Vision Black, que a empresa explicou que seria uma categoria especial voltada para entusiastas e gamers, mas que pode não estar disponível em algumas geografias como o Brasil.

Na minha opinião, trata-se de uma impressionante mudança de paradigmas para o pessoal de Sunnyvale, já que até eles começam a questionar o papel do desempenho do processador como principal elemento responsável pela satisfação de todas as necessidades dos usuários. De um certo modo eles foram os pioneiros na chamada computação verde com sua tecnologia “Cool and Quiet” e agora se junta a Intel e NVidia na chamada era da computação visual que começa a ganhar mais importância que o jogos em 3D.

Outra peça importante nesse tabuleiro é a chegada do Windows 7 e sua nova tecnologia DirectCompute o que permitirá que os novos programas escritos para o novo Windows possam utilizar a GPU do PC para acelerar o processamento de algumas tarefas (GPGPU). Um bom exemplo é a plataforma Ion da NVidia já analisada por esse Zumo. Esse conceito pode ganhar ainda mais força com a chegada dos processadores com GPU integrada, como o AMD Fusion e o Westmere da Intel.

A expectativa é que os primeiros produtos com o selo Vision já devam chegar no mercado brasileiro ainda neste ano pelas mãos de empresas parceiras como HP e Acer. Os preços ainda não foram divulgados.

Ainda em tempo:

Aproveitei a presença do diretor de marketing da AMD para as Américas — Tony Fernandez-Stoll — na apresentação para perguntar se a AMD estaria desenvolvendo alguma tecnologia de vídeo em 3D, a exemplo do que estão fazendo os seus vizinhos de verde e de azul de Santa Clara. A resposta foi simples e singela: Não… não estamos desenvolvendo nada nesse segmento.

Plano de banda larga do Ministério das Comunicações sai em novembro

Até a primeira semana de novembro, o Ministério das Comunicações pretende entregar à Presidência da República sua proposta de um plano nacional de banda larga.

>> Veja a cobertura especial da Futurecom

Segundo o secretário de telecomunicações do Ministério das Comunicações, Roberto Pinto Martins, o documento deverá estabelecer um papel relevante da iniciativa privada no projeto. "Você acha que, sozinho, o governo vai resolver o problema da banda larga?", diz.

Neste sentido, o projeto do Ministério das Comunicações diferencia-se de propostas de outras partes do governo, como o Ministério do Planejamento, que defende a recriação da Telebrás para colocar em prática o plano, por meio da rede da Eletronet.

Roberto Pinto Martins afirma que apenas a infraestrutura do governo é insuficiente para a realização do programa. "Não há como fazer um plano de banda larga sem um setor que tem 200 mil quilômetros de cabos".

O secretário não quis informar como seria a participação da iniciativa privada no projeto, pois o modelo ainda está sendo planejado. Na última semana, os presidentes das operadoras de telecomunicações tiveram uma reunião com o Ministro das Comunicações, Hélio Costa, para falar sobre o plano.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Por colaborador (Especial para a PC Magazine)

nteração. Essa é a marca da Web 2.0, evolução da internet que estimula o usuário a levantar discussões, sugerir comentários, compartilhar com outras pessoas conteúdos próprios ou relacionados a seus interesses. É uma verdadeira mudança de paradigmas e, especialmente para pequenos empreendedores, um grande desafio. A pergunta fundamental questiona como encaixar a empresa nesse cenário, utilizando as ferramentas digitais em prol da divulgação de suas iniciativas?

Analisando o cenário brasileiro, uma pesquisa recente realizada pelo SEBRAE indica que 98% das 5,1 milhões de empresas do Brasil se encaixam na categoria de micro e pequenas empresas e sua movimentação representa 20% do PIB nacional. Grande parte delas tem acesso às tecnologias, sendo celulares e computadores os dispositivos mais utilizados.

Cerca de 70% das MPEs tem acesso à internet, entretanto, a navegação ainda está restrita para o envio de e-mails, consulta de preços, serviços bancários e compra de mercadorias. Ou seja, ainda há pouca ou nenhuma interação.

Um dos índices que mais chama a atenção é que poucas empresas deste segmento utilizam a web como forma de promoção e divulgação. Apenas 18% possuem sites próprios e 14%, lojas virtuais. Pode parecer um contra-senso, já que estudos demonstram que ações online tendem a ser mais acessíveis aos bolsos dos pequenos empreendedores.

Entretanto, já existem empresas que já entenderam o potencial das ferramentas digitais para impulsionar a divulgação "boca-a-boca" online de suas iniciativas, serviços e produtos. Ou 'viralizar' para usar um termo do meio. Para isso, abriram canais de comunicação com seus consumidores, blogs corporativos para público interno e externo, além comunidades em redes sociais.


Dicas de ouro para começar na Web 2.0

Estamos apenas no começo. Existe, ainda, um grande caminho a percorrer. Por isso, a chave pode estar em perder o medo de errar e embarcar nessa onda. Não adianta fugir desse novo mundo que se desenrola diante dos olhos de todos - tanto no universo dos negócios, quanto no pessoal. Precisa-se aproveitar o momento para fazer o negócio crescer.

Confira 10 dicas de ouro para ajudar nesse processo:

1. Expanda sua consciência: estude iniciativas/projetos de sucesso;

2. Converse com jovens nascidos na era digital: trocar ideias com quem vive diariamente a web 2.0 traz ótimas lições;

3. Comece a usar as ferramentas da Web 2.0: escreva um blog, poste vídeos no YouTube e fotos no Flickr, aprenda a usar o Twitter;

4. Fique de olho no comportamento do seu setor de negócios no mundo digital;

5. Reúna sua equipe e façam uma lista de possíveis formas de se usar a Web 2.0 em seu negócio. Premie as melhores ideias;

6. Re-examine seus objetivos;

7. Crie sua estratégia própria para web 2.0, pense no seu próprio marketing;

8. Busque sua palavra-chave: seja autêntico, seja o melhor "você" possível;

9. Perca o medo de errar: aja! Mexa-se agora. Teste. Fracasse. Aprenda. Adapte-se. Repita;

10. Não se esqueça da paixão: ela é o melhor termômetro quando se está no caminho do sucesso.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Projetos para fabricação de circuitos integrados receberão R$ 4 milhões

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT) lança edital de bolsas de estudos para graduandos, graduados e pós-graduados. O objetivo é selecionar propostas de especialistas que venham a realizar plano de treinamento nas áreas de projeto e processos de fabricação de circuitos integrados, em cooperação com instituições nacionais e estrangeiras. A inscrição vai até 5 de novembro.

Serão investidos R$ 4 milhões para complementar a formação de especialistas que atuam em semicondutores e microeletrônica. Possibilitar a participação em projetos de treinamento que envolvam intercâmbio e cooperação com outros países e colaboração entre instituições brasileiras públicas ou privadas, são alguns dos objetivos. As propostas aprovadas devem ser executadas em um ano.

O proponente deve ter título de doutor e currículo cadastrado na Plataforma Lattes; ser obrigatoriamente o coordenador do projeto e ter vínculo formal com a instituição de execução do projeto, que pode ser de ensino superior, pública ou privada sem fins lucrativos; instituto e centro de pesquisa e desenvolvimento ou empresa pública, que execute atividades de pesquisa em Ciência, Tecnologia ou Inovação.

As propostas devem ser acompanhadas por meio do Formulário de Propostas Online, disponível na Plataforma Carlos Chagas. Os formatos permitidos são “doc”, “pdf” “rtf” ou “post script” e o tamanho máximo é um megabyte. A divulgação do resultado está prevista para 23 de novembro próximo. Consulte mais informações no site do CNPq.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Novas tecnologias aumentam ameaças virtuais

Não é novidade que hackers já não são mais garotos em garagens que só querem se divertir causando pequenos problemas para usuários de computadores. Hoje, o cybercrime é um negócio lucrativo que, segundo estimativas, movimenta um montante de dinheiro maior - e cresce a taxas mais altas - que o narcotráfico.

A chegada de novas tecnolgias vem ampliando ainda mais as possibilidades a serem exploradas pelos criminosos virtuais, conforme explicou Mariano Sumrell, diretor de marketing da Winco Tecnologias e Sistemas, durante palestra realizada no CNASI 2009, que acontece nos dias 22, 23 e 24 de setembro, em São Paulo.

Na visão de Sumrell, novidades como a web 2.0, a mobilidade e a computação em nuvem, apesar de trazerem diversos benefícios, aumentam também as vulnerabilidades às quais estão expostos os usuários.

Sobre as redes sociais, os blogs e as demais ferramentas interativas trazidas pela web 2.0, o executivo alerta para o fato de o aumento de interatividade ampliar também os riscos, além de destacar a grande disponibilidade de informações pessoais geradas nesse ambiente. "Com isso, as redes sociais tornam-se terreno fértil para ataques de engenharia social", afirma.

A disseminação dos dispositivos móveis, especialmente smartphones, também abre um novo leque de oportunidades para crimes eletrônicos, segundo o executivo. Ele lembra que já existe comercio ilegal de softwares para acesso remoto indevido a aparelhos celulares, assim como já foram identificados ataques de vírus a smartphones. Em sua opinião, o volume de ataques só não é tão significativo porque os ganhos gerados nesse ambiente ainda não são tão interessantes.

Considerada uma mudança nos paradigmas da tecnologia, a computação em nuvem enfrenta importantes desafios de segurança. "Ao mesmo tempo em que se pode encarar que, com a cloud, os dados estão nas mãos de profissionais especializados e, assim, mais seguros, é imporante lembrar que esses dados estão armazenados remotamente e acessados via internet, o que amplia os riscos envolvidos", aponta Sumrell.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Computador móvel


Os celulares evoluíram tanto que hoje em dia as fronteiras entre um netbook e um smartphone já ficaram até meio confusas. E vão ficar pior. A Motorola anunciou a chegada na América Latina do MC9500, equipamento voltado para indústrias que promete ser o futuro da computação móvel. A novidade permite o aumento da produtividade e a redução do custo total de aquisição.

O lançamento possui as funcionalidades do computador móvel mais vendido da indústria, o MC9000, da Motorola, e traz novas aplicações, como a WAN 3,5G modular, que oferece uma solução de mobilidade empresarial capaz de modificar a maneira como as empresas realizam suas operações comerciais.

Isso porque a aplicação suporta conectividade de banda larga sem fio GSM HSDPA ou CDMA-EVDO Rev A em um único dispositivo, o que permite aos clientes selecionar a rede 3,5G que melhor se adapte às suas necessidades. Essa flexibilidade de rede celular, conhecida como Motorola MAX FlexWAN – uma das funções das extensões da arquitetura de mobilidade da Motorola –, permite às empresas implementar a solução em um único pool de computadores móveis, para disponibilizar a melhor cobertura a usuários de diferentes locais.

Extremamente resistente, ergonômico e desenhado para melhorar a eficiência operacional, o MC9500 também redefine o conceito de gerenciamento interno com um exclusivo sistema de acesso e um novo enfoque para a economia de bateria.

Submetido a diversos estudos e testes de campo para demonstrar que é capaz de atender às necessidades de clientes mais exigentes, o novo dispositivo oferece um rendimento confiável para os trabalhadores que necessitam de mobilidade nas áreas de transporte e logística e de encomendas, além de correios, entregas, serviço em campo e segurança pública.

O MC9500 é o primeiro computador portátil com base na Arquitetura de Plataforma de Mobilidade 2.0 da Motorola, que redefine o design e a inovação das soluções de computadores móveis resistentes. Equipado com processador Marvell XScale PXA320@806 MHz e sistema operacional Microsoft Windows Mobile 6.1, o MC9500 coloca o que há de mais recente em tecnologia nas mãos dos trabalhadores móveis de todo o mundo.

Graças à funcionalidade GPS, oferece cobertura de serviços com base em localização, até mesmo nos ambientes mais desafiadores. O MC9500 também possui diversas opções de captura de dados, incluindo um scanner a laser 1-D ou captura de imagens em 2-D. Ambos permitem a utilização de uma câmera digital com autofoco colorida de 3 megapixels de alta resolução, integrada com vídeo, o que permite ler assinatura, comprovação de estado ou entrega.